Dia da Mulher: Crias da Taça reforçam elencos de clubes profissionais
Atletas reveladas na Taça das Favelas consolidam protagonismo feminino no futebol
No Dia Internacional da Mulher, a Taça das Favelas celebra histórias que simbolizam avanço e transformação social por meio do esporte. Atletas reveladas no maior campeonato de favelas do mundo têm reforçado elencos de clubes profissionais, ampliando o protagonismo feminino e consolidando novos caminhos no futebol.
Conhecidas como “Crias da Taça”, essas jogadoras encontram na competição a oportunidade de mostrar talento, ganhar visibilidade e dar o salto para o futebol de clubes. O movimento reforça o papel da Taça como vitrine para jovens atletas das comunidades.
Baratinha, que hoje veste a camisa do Corinthians no Fut 7, foi campeã da Taça das Favelas São Paulo em 2023 pelo Campanário-Diadema, e celebrou a transição para o Timão:
“Pra mim, é gratificante ter meu trabalho reconhecido, mesmo não sendo mais jovem, e trilhar novas metas em um clube de tradição como o Corinthians. A visibilidade que a Taça oferece é uma vitrine para nós, atletas, termos a oportunidade de nos tornar profissionais”, disse Baratinha.

Além das fronteiras, as jogadoras da Taça vêm conquistando espaço no cenário internacional. É o caso de Tamara Alves, revelada na Paraíba. Bicampeã pela favela 4 de Outubro nas edições de 2024 e 2025, foi artilheira e vice-campeã na etapa nacional. Hoje, atua pelo Sporting Cristal, do Peru.


Giovanna da Silva, a “Covinha”, veste a camisa do Barcelona Sporting Club, do Equador. Na Taça das Favelas, a atleta foi vice-campeã em 2025 pela equipe Michihisa Murata, da zona norte de São Paulo. Depois, ao participar do projeto esportivo da favela Teleatlas, chamou a atenção e acabou fechando contrato com o clube equatoriano.


Na Europa, Adriele Gonçalves atua pelo FC Kinostudio, da Albânia. A atleta foi revelada na Taça das Favelas Bahia, onde defendeu a favela Tancredo Neves entre 2023 e 2025.


As histórias das Crias da Taça mostram que o acesso ao esporte pode transformar realidades. Mais do que revelar talentos, a competição promove inclusão, autoestima e oportunidades para jovens mulheres que sonham em viver do futebol. Neste 8 de março, essas atletas, que começaram nos campos das favelas e hoje ocupam espaço no cenário profissional, reforçam que o futuro do futebol também é delas.